Quando soube que existia, bateu forte o Coração...
Mas pouco te conhecia, dei ouvidos à Razão...
Razão que me traía, pois não permitia à Visão
Ver o que no interior possuías, e que encantava o
Coração...
Tanto gritou o interior, que a Razão resolvida...
Procurou em ti o valor, e fácil deu-se por vencida
Enamorou-se também a Razão, e também por ela você foi
querida...
Tudo mui belo corria, tudo mui lindo estava...
Pois quanto mais te conhecia, mais por ti me enamorava...
A Razão, feliz da vida, pois só se ama o que se
conhece...
Uma dúvida surgida, levou que a uma questão fizesse:
“Como conseguiu convencer-me, oh Coração? Como foi que o
fizeste?
Pois quanto mais eu a conhecia, encontrava nela mais
valia...
A ponto de ter que te avisar: tu, oh Coração, não a
mereces!”
Respondeu o Coração, depois de uma bela prece:
“Acontece, oh Razão, que o Coração tem razões
Que a própria Razão desconhece...”
(agosto de 2012)
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