Grande
terreno, limpo e preparado...
Pronto
a receber belas flores, árvores frondosas...
Eis
que semente é lançada, e o broto é esperado...
A natureza
paciente aguarda ansiosa...
O que
viria a ser o grande resultado...
Cresce
o tronco, planta maravilhosa!
Folhas,
espinhos e frutos, em seus galhos arqueados...
E linda
flor, macia e vistosa...
Entre
a copa destacada, tanto dum e doutro lado...
Radiante
brilho, joia grandiosa...
Lindas
aves, com seu ninho montado...
Nas galhas
douradas de frutas cheirosas...
Sem vento,
sem chuva ou tempestade...
Um nó
no tronco, sentimento incerto...
Folhas
amarelam, que grande alarde!
Que acontece?
Renovação, decerto...
Voltem,
belas aves! Voltem, não me deixem na saudade...
E tu,
oh brilho? Apagaste e achas certo?
Porque
fechaste, oh galhos cor de jade?
Não vês
que mui melhor é ficares aberto?
Não...
Não... O que houve? Agora chove, e a água invade...
Secou...
Por quê? Planta e terreno, agora deserto...
(12
de outubro de 2012)
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